
Um Blog dedicado a Germano José de Amorim, notável Jurista, Jornalista e Político Português, que se definia a si mesmo como Republicano, Laico e Livre Pensador.
quinta-feira, 18 de março de 2010
GERMANO AMORIM NO CARDEAL SARAIVA

quarta-feira, 10 de março de 2010
MAPA DOS RESULTADOS ELEITORAIS DURANTE O TEMPO EM QUE GERMANO AMORIM FOI DEPUTADO DA NAÇÃO
Foi eleito deputado da nação em 1922 nas listas do Partido Democrático, tendo exercido essas funções até ao ano de 1925.
1. Resultados Eleitorais de 1922

2. Resultados eleitorais de 1925
(Clicar nas imagens para uma visualização mais ampla).
1. "A constituição política da nova Câmara dos Deputados"
O Século, 31.1.1922, p. 1
BN: J. 2561 G.
2. "Provável constituição política da nova Câmara dos Deputados"
O Século, 11.11.1925
BN: J. 2561 G.
segunda-feira, 8 de março de 2010
CARTAS PORTUGUESAS - A 1ª REPÚBLICA POR CORRESPONDÊNCIA
Muito cedo, logo nos bancos da Escola se apaixonou pelos problemas político-sociais. Chegando à Universidade e já integrado nos princípios do ideário republicano, solidariza-se (sendo um dos principais dinamizadores), inteiramente com a greve académica de 1907, (aqui já referenciada), marcando a sua radical oposição ao regime monárquico vigente. Era também, como sabemos, um republicano histórico, e como tal, orgulhosamente se proclamava.
A 18 de Novembro de 1914, Aleixo? De Santa Eulália, um adesivo, escreve a Raimundo Meira, numa carta com o Timbre do Paço da Glória de Arcos de Valdevez, a queixar-se dos ataques pessoais que um Padre lhe fazia, pedindo que Germano Amorim o defendesse.
Fonte: http://cartasportuguesas.blogspot.com/search/label/Aleixo%20de%20Santa%20Eul%C3%A1lia
quarta-feira, 3 de março de 2010
O CONGRESSO DE BEJA EM 1926
Jornal “A Capital” Nº5221 de segunda-feira, 26 de Abril de 1926.
Congresso da Esquerda Democrática em Beja, 24, 25 e 26 de Abril de 1926.
Os Republicanos de Beja enviaram 81 delegados que, pela sua boca, afirmavam estarem dispostos a tudo sacrificar pelo engrandecimento da pátria e pelo prestígio da República.
A Sessão abriu às 15 horas sendo presidida pelo Dr. Soveral Rodrigues, de Beja sendo o Vice-Presidente, o nosso Dr. Germano Amorim.
Importa referir que, neste congresso, também esteve presente o delegado do Procurador da República de Ponte da Barca.
O congresso tratou da proclamação dos Corpos directivos da Esquerda Democrática e de questões judicias relativas a assistência judiciária, tribunais de árbitros avindores e justiça gratuita.
Ficou patente no Congresso o espírito que presidiu aos debates, onde se concluiu que a designação do Partido Republicano da Esquerda Democrática abrangia todas as aspirações políticas de ordem social que, porventura, se pudessem incluir num partido constitucional que esperava fazer triunfar as suas ideias dentro das leis e em plena paz, defendendo a justiça, a equidade e a liberdade.
O Congresso pronunciou-se também contra as tendências isoladas de certos políticos que esperavam a consolidação de posições na implantação de um regime fascista.
E como eles adivinharam...
Importa referir que o Presidente do Partido Republicano da Esquerda Democrática era José Domingues dos Santos, nascido em Matosinhos, a 5 de Agosto de 1885, filho de uma família de lavradores modestos.
Estudou em Coimbra, formando-se em Direito, sendo contemporâneo de Germano Amorim no último ano deste, na faculdade de Coimbra, encontrando-se depois em 1924 no governo, quando José Domingues dos Santos era o Presidente do Conselho de Ministros do governo de Manuel Teixeira Gomes da Primeira República Portuguesa, e Germano Amorim deputado.
Durante o ensino primário, que fez na sua localidade natal, José Domingues dos Santos revelou-se um aluno brilhante e esforçado. Como a modéstia social da família não lhe permitia aspirar a estudos liceais, como era norma na época, ingressou no Seminário Maior do Porto, onde concluiu o Curso Teológico. Não tendo vocação para o sacerdócio, não se ordenou padre, ingressando então no curso de Direito da Universidade de Coimbra.Pertenceu, pelo menos desde 1922, à Maçonaria.
A luta partidária que se esboçava e que José Domingues dos Santos pugnava, foi cortada com Movimento de 28 de Maio, que pôs termo à Primeira República Portuguesa e em pouco tempo eliminou as liberdades democráticas e proibiu os partidos políticos. Inconformado com esta situação, dentro da tradição política anterior de permanente golpismo, José Domingues dos Santos toma parte activa na Revolta de 3 de Fevereiro de 1927, uma tentativa falhada de derrube da Ditadura Nacional que entretanto se instalara.Manteve-se activo na oposição ao Estado Novoe o no fim da Segunda Guerra Mundial, a União Patriótica Democrática a que presidia, desenvolveu infrutiferamente intensa actividade junto dos governos dos Aliados com vista ao derrube do governo de Salazar.
terça-feira, 2 de março de 2010
GERMANO AMORIM E OS JORNAIS DA REPÚBLICA



Germano Amorim também foi jornalista, deixando uma colaboração dispersa em várias publicações do Alto Minho. Paralelamente a isso, também dirigiu vários jornais nacionais e arcuenses, como o «Avante: pela Pátria e pela República» (1910-1911), "O Vez": órgão do Centro Republicano Democrático Arcoense» (1912.1914), "A Trombeta": semanário republicano (1920), "Alvorada do Vez": órgão do Centro Republicano Democrático Arcoense e "A Voz do Minho".Germano Amorim foi quem maior número de jornais dirigiu durante o período de implantação da República em Arcos de Valdevez.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
POR QUE SOU REPUBLICANO
O Dr. Germano Amorim quando fazia aqui, nesta foto, parte do governo de Manuel Teixeira Gomes, que governou entre os governos de António José de Almeida e Bernardino Machado. José Domingues dos Santos era o Presidente do Conselho de Ministros do governo de Manuel Teixeira Gomes da Primeira República Portuguesa. José Domingues dos Santos pertenceu desde 1922, à Maçonaria e, como outros membros do seu governo, posteriormente manteve-se activo na oposição ao Estado Novo até ao início da década de 1950. Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, a União Patriótica e Democrática, a que presidia, juntamente com o Dr. Germano Amorim, desenvolveu infrutiferamente intensa actividade junto dos governos dos Aliados com vista ao derrube do governo de Oliveira Salazar.

SOU REPUBLICANO porque acredito que a história da Humanidade comporta um sentido e que esse sentido tem o alcance de um reforço de Cidadania: enquanto membros de uma horda primitiva, os seres humanos foram os joguetes submissos de chefes brutais; enquanto súbditos de monarquias absolutas, a esmagadora maioria dos seres humanos foi alvo de violências vassálicas e de sujeições servis e de gleba; enquanto súbditos de monarquias constitucionais, a maior parte dos seres humanos sofreu toda a casta de discriminações censitárias e foi vítima do vexame de ser olhada como parte plebeia por aristocratas arrogantes e, na maior parte dos casos, sem méritos comprovados;
SOU REPUBLICANO porque a razão me demonstra que só sob o regime republicano estará plenamente garantido o sufrágio universal, cujo caminho se iniciou entre nós através da propaganda democrática de homens de cultura e de acção como o nosso ilustre Germano Amorim, Teófilo Braga, João Chagas, Manuel de Arriaga, António José de Almeida, Afonso Costa, José Falcão e tantos mais;
SOU REPUBLICANO porque quero lutar por um sistema político e social em que predomine cada vez mais o critério de eleição - e não de nomeação - e em que TODOS os cargos políticos não possam ser vitalícios e hereditários, devendo antes ser temporários e amovíveis;
SOU REPUBLICANO porque o estudo da História de Portugal me ensinou que as grandes reivindicações patrióticas, desde o repúdio do Ultimato inglês de 1890 à entrada em guerra, no primeiro conflito mundial, ao lado de potências democráticas como a França e a Inglaterra, foram causas assumidas pelo património de valores do republicanismo, ao passo que uma boa parte dos monárquicos do tempo foram passivos;
SOU REPUBLICANO porque quero para os meus filhos e netos um ensino público laico, ou seja, neutral em matéria religiosa. Isto significa que os meus valores me impedem de transigir com uma qualquer “religião de Estado”. A monarquia, mesmo na sua forma constitucional, nunca abraçou este princípio na nossa experiência histórica passada. A exigência da laicidade é hoje maior do que nunca, dado que o fenómeno da globalização nos fará viver cada vez mais num mundo plural de crenças e de culturas contrastadas. O Estado não deverá, assim, privilegiar uma forma de religião em detrimento de todas as demais, pois isso significaria que esse Estado estaria a privilegiar uma parcela de Cidadãos em detrimento dos demais;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que instituiu um serviço público de registo civil, contemplando os momentos decisivos da vida humana: tornou obrigatórios os registos civis de baptismo, de casamento e de óbito. O que isto representou para o planeamento progressivo da Grei e para o reforço do princípio da solidariedade nacional foi (e é) verdadeiramente incalculável;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que conseguiu reduzir as taxas de analfabetismo para patamares aceitáveis, sendo certo que em 5 de Outubro de 1910 cerca de três quartos da população portuguesa não sabia ler, nem escrever, nem contar;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que permitiu o casamento civil e estatuiu o recurso ao divórcio, sempre que os cônjuges entendessem que a relação conjugal se tinha depreciado e tornado inviável;
SOU REPUBLICANO porque prezo e defendo a Res Publica, entendendo por isto a Casa Comum dos portugueses, o domínio público, o património edificado e imaterial que o nosso Povo foi construindo ao longo de gerações; e porque acredito, portanto, que o serviço público é o mais meritório e abnegado dos serviços que o Cidadão pode prestar, desde o do médico que trabalha num hospital público ao do professor que ensina numa escola pública ou ao do pedreiro que serve com a sua força de trabalho as obras públicas. Servir a Res Publica, a Coisa Pública, a Casa Comum dos portugueses, é contribuir, portanto, para a mais nobre e inviolável das causas: a causa da Democracia;
SOU REPUBLICANO porque não acredito em castas privilegiadas e não aceito servir famílias “notáveis”; a única família notável que reconheço é a dos portugueses no seu todo;
SOU REPUBLICANO porque outros títulos de nobreza que não sejam os do trabalho, do mérito, da qualidade de serviço e da honrada labuta quotidiana são por mim encarados como as excrescências de um mundo velho, apenas destinados a adornar o tecido social com ridículas fatuidades ou com pequenas vaidades inconsequentes;
SOU REPUBLICANO porque quero ver um Cidadão mandatado pela maioria dos meus Concidadãos no exercício da suprema magistratura da Nação e porque quero reservar para o universo desses Concidadãos a revogação desse mandato, sempre que tal cargo não seja exercido de acordo com os superiores interesses da Pátria (que somos todos nós);
SOU REPUBLICANO porque acredito que a República é o regime que melhor garante o valor da Igualdade dos cidadãos perante a lei, o da Liberdade responsável e o da Solidariedade e mutualidade de serviços.
