
Um Blog dedicado a Germano José de Amorim, notável Jurista, Jornalista e Político Português, que se definia a si mesmo como Republicano, Laico e Livre Pensador.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
GERMANO JOSÉ DE AMORIM

segunda-feira, 4 de outubro de 2010
AS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM ARCOS DE VALDEVEZ

As comemorações do dia 5 de Outubro inserem-se na programação do Concelho de Estado e contemplam no dia 4, a inauguração da exposição "Arcos de Valdevez e a República" e a exibição do documentário "Republicanos Arcoenses" e na terça-feira (5 de Outubro) as Cerimónias Protocolares de comemoração do Centenário da República, a romagem e deposição de coroa de flores, em homenagem aos republicanos arcoenses, no cemitério Municipal, e a inauguração da Avenida 5 de Outubro e da Rotunda da República, com representação escultórica de Amália Rodrigues e alocução de Armando Malheiro da Silva (Faculdade de Letras da UP), na EN202/Rotunda de Guilhadeses.
- Germano José de Amorim;
- José Cândido Gomes;
- José de Sousa Guimarães;
- Francisco Teixeira de Queiroz;
- Tomaz Norton de Matos Prego.
quinta-feira, 18 de março de 2010
GERMANO AMORIM NO CARDEAL SARAIVA

quarta-feira, 10 de março de 2010
RODRIGO BARREIROS MARTINS DA COSTA

Nasceu em Arcos de Valdevez (Salvador) em 1886, onde viveu e veio a falecer, em 24.11.1948.
Filho de Virgílio Martins da Costa (n. 12.05.1854 - Viseu) e de D. Maria da Conceição Pereira Barreiros (n. 04.03.1861 - Arcos de Valdevez).
Casou com D. Alice Dias Borges Pacheco (n. 07.08.1882 - Arcos de Valdevez) e viveu na Casa Lapa.
Integrou o grupo dos Republicanos de Arcos de Valdevez, liderado pelo Dr. Germano Amorim, casado com sua prima D. Joaquina Cândida de Araújo Dias, conjuntamente com os seus primos António da Silva Dias, Alfredo Brito Lima e os irmãos Caetano de Faria Lima e Narciso de Faria Lima, Dr. Tomás Norton de Matos, casado com sua prima D. Maria da Conceição Machado da Silva Dias e, também, com Dr. Guimarães, Manuel Pimenta, Albano Azevedo Amorim, Américo Esteves, entre muitos outros.
O Café Vieira na Valeta, que durante muitos anos foi ponto de encontro de Republicanos, era o ponto de encontro dos Republicanos, o que não deixa de ser curioso, uma vez que o seu dono era defensor da Monarquia.
A farmacia central fundada pelo Major Loureiro (Capitão-Tenente da Armada Real - Farmaceutico) foi tambem um local estratégico para reunião de Republicanos em Arcos de Valdevez, e de forma marcante, claro, a casa da Falperra (residência do Dr. Germano Amorim).
“Porém há muitas mais figuras, essas sim esquecidas no meio…” conforme diz o Germano Manuel Amorim, bisneto de Germano Amorim.
NOTA: O Texto sobre Rodrigo Barreiros Martins da Costa, é da autoria do amigo José António da Costa Rodrigues Alves.
Genealogia: http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=337962
quarta-feira, 3 de março de 2010
COMEMORAR A REPÚBLICA
Quero comemorar a República cujos expoentes máximos eram idealistas e morreram pobres , recordar os homens honrados que separaram a Igreja do Estado, que herdaram um povo com 75% de analfabetos e quiseram fazer da instrução pública a pedra angular de um país, que se empenharam em alterar um sítio de vassalos servis, pobres e beatos, para fazerem uma pátria de cidadãos.Quero recordar os legisladores que instituíram o divórcio, o registo civil obrigatório e que acabaram com os títulos nobiliárquicos. Quero honrar os que decretaram o direito à greve, estabeleceram um dia de descanso semanal obrigatório, as 8 horas de trabalho e o seguro social contra desastres no trabalho.
Quero festejar a República, recordando os capitães de Abril, que restituíram ao povo a liberdade confiscada pela ditadura fascista. Quero comemorar a queda da monarquia e o fim do poder vitalício e hereditário, para celebrar os avanços da história e o futuro, sem os pesadelos do presente.
Quero celebrar uma República onde finalmente não subsistam desigualdades de género e a democracia não se deixe capturar por corporações profissionais e oligarquias, uma república cujo poder resulte do sufrágio livre e esclarecido, sem caciques nem truques.
Quero esquecer o pesadelo dos dias que correm e ressarcir-me no exemplo honrado dos que legaram uma bandeira, um hino, o exemplo e a ética republicana.
O JORNAL DA REPÚBLICA DA "TSF"

"No Jornal da República da TSF, cabe a entrevista, a reportagem, o debate, as fichas de leitura, a agenda dos tantos eventos que se anunciam para celebrar, em 2010, o centenário da República em Portugal."
Uma edição de Fernando Alves e Herlander Rui, jornalistas da TSF.
Aos domingos, às 10h00, com repetição à meia-noite de domingo para segunda-feira.
Link para o portal:
NOTA: Para ouvir as emissões, clicar na secção "Arquivo de Emissões".
terça-feira, 2 de março de 2010
JORNAL "REPÚBLICA"
Bilhete Postal de propaganda de 1921 ao Jornal República
BENTO AMORIMO jornal "República", destacado protagonista do ideário republicano e laico do 5 de Outubro! O diário destacou-se na luta possível contra a ditadura salazarista. Ligado a figuras de relevo da maçonaria portuguesa, o jornal sobreviveu à instauração do Estado Novo Salazarista.
GERMANO AMORIM E OS JORNAIS DA REPÚBLICA



Germano Amorim também foi jornalista, deixando uma colaboração dispersa em várias publicações do Alto Minho. Paralelamente a isso, também dirigiu vários jornais nacionais e arcuenses, como o «Avante: pela Pátria e pela República» (1910-1911), "O Vez": órgão do Centro Republicano Democrático Arcoense» (1912.1914), "A Trombeta": semanário republicano (1920), "Alvorada do Vez": órgão do Centro Republicano Democrático Arcoense e "A Voz do Minho".Germano Amorim foi quem maior número de jornais dirigiu durante o período de implantação da República em Arcos de Valdevez.
sábado, 27 de fevereiro de 2010

Biografia
Germano Amorim (7 de Abril de 1880 - 12 de Janeiro de 1971) foi um jurista, jornalista e político português. Definia-se a si mesmo como republicano, laico e livre pensador.
Germano José de Amorim, conhecido por Germano Amorim, ou, Dr. Germano, nasceu na freguesia de Mazedo, Monção. Casou, no dia 11 de Setembro de 1909, com D. Joaquina Cândida Araújo Dias Amorim, natural da freguesia de Valadares (Monção), sendo uma das herdeiras da Casa da Amiosa da mesma freguesia do Concelho de Monção. Tiveram como filhos Bento Manuel de Araújo Amorim, Maria Albertina de Araújo Amorim Cerqueira, Virgínia Cândida de Araújo Amorim, Maria Júlia de Araújo Amorim de Sousa.[1]
Germano Amorim concluiu os seus estudos liceais em Guimarães. Viria a ser fundamental a ajuda do seu irmão, que era padre e residia naquela cidade exercendo lá o seu mister.
Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra no ano de 1905. Durante esse período viria a dar os seus primeiros passos na actividade política que viria a revelar-se rica.
Simultaneamente continua a sua actividade política em Arcos de Valdevez iniciada nos meios intelectuais e revolucionários da época na cidade académica de Coimbra. O contacto com intelectuais e nomes de referência da época, foram-lhe aguçando o gosto pela res publica, não mais tendo deixado de cessar a sua activíssima vida política. Iniciado na maçonaria na Loja Pátria, do Grande Oriente Lusitano, em Coimbra e Carbonário. Em 1907, foi um dos mais importantes activistas da celebérrima Greve Académica de Coimbra em 1907. Em 1909 Viria a estabelecer-se em Arcos de Valdevez tendo inicialmente assumido as funções de Notário no Cartório Notarial de Arcos de Valdevez.
Seria porém no exercício da advocacia que viria a notabilizar-se, sendo unanimemente considerado um tribuno de excelência. Em 23 de Outubro de 1910 Germano Amorim, cria o Centro Republicano Teixeira de Queiroz, que seria o primeiro em Arcos de Valdevez, mas que nunca chegaria a ser oficializado, sendo por isso, a 14 de Janeiro de 1912, novamente por iniciativa de Germano Amorim, substituído pelo Centro Republicano Democrático Arcoense e este sim, viria a perdurar. A criação deste Centro tinha como principal fim propagar as ideias democráticas e manifestar a sua oposição ao Administrador então nomeado. De referir que Germano Amorim era membro do Partido Democrático, considerado mais progressista que outras facções republicanas. Pertenciam a este Centro Republicano prestigiosos nomes locais tais como Tomaz Norton de Matos (médico e irmão do General Norton de Matos que mais tarde viria a notabilizar-se na política nacional), António da Silva Dias, Manuel Pimenta, Albano Azevedo Amorim, Alfredo Brito Lima, Américo Esteves, entre muitos outros.
Em 1922 foi eleito deputado da nação pelo círculo eleitoral de Braga nas listas do Partido Democrático, tendo exercido essas funções até ao ano de 1925 entre a 6.ª e 7.ª legislaturas.
Exerceu as funções de Presidente e de Presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez. No exercício deste cargo notabilizou-se a instalação, decorria o ano de 1925, da luz eléctrica em Arcos de Valdevez.
Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, sendo o responsável pela criação das famosas cédulas, com um valor monetário variável, para serem inutilizadas em prol da Santa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e da sua benemérita obra.
Além do mais, viria a notabilizar-se ainda como jornalista. Foi director de cinco jornais nos quais se incluem os seguintes:
- O Avante;
- Alvorada do Vez;
- O Vez (também viria ser dirigido por Germano Amorim, José Cândido Gomes e Narciso de Faria Lima);[2]
- A Trombeta (do qual viriam ainda a ser directores Álvaro de Aguiam e Camilo José de Carvalho);[3]
- A Voz do Minho (Foram ainda directores José de Sousa Guimarães, Celestino Pinto da Cunha e António Ramos).
Foi portanto quem maior número de jornais dirigiu durante o período de implantação da República em Arcos de Valdevez.
Além dos dados biográficos brevemente descritos e para aprofundar a sua exactidão, Germano Amorim notabilizou-se pelo seu enorme altruísmo e sentido de fraternidade para com os mais desfavorecidos, essencialmente na prática da sua profissão, por prestar os seus serviços causídicos pro bonum. Ajudou sempre quem mais necessitava e esteve sempre ao lado dos mais fracos que mereciam esse empenho.
Foi provavelmente a figura que mais se destacou em Arcos de Valdevez no período de implantação da República em Portugal.
As suas guerras com a facção distinta presidida por Sousa Guimarães, também conhecido por Dr. Guimarães, viriam a marcar a vida política local para sempre, constituindo alguns desses episódios autênticos actos de inspiração para o exercício dos cargos no poder local. Os dois viriam a compatibilizar-se no futuro contra o Estado Novo, contra Salazar, a 5 de Julho de 1931, através de uma aliança Republicano–Socialista, constituindo-se para tal efeito uma Grande Comissão constituída pelo Dr. Germano, Dr. Guimarães, Dr. Tomaz Norton de Matos, Caetano de Faria Lima, entre outros nomes notáveis da época que infelizmente também têm sido esquecidos da memória colectiva arcuense e nacional. Viria a aderir ao Partido Republicano Federal, que congregava as diferentes visões republicanas, principalmente com a união do Partido Democrático e do Partido Liberal Republicano.
Referências- ↑ Geneall.pt. Germano José de Amorim (em português). Página visitada em 25 de janeiro de 2010.
- ↑ Publicações Periódicas Portuguesas. Página visitada em 25 de janeiro de 2010.
- ↑ Publicações Periódicas Portuguesas. Página visitada em 25 de janeiro de 2010.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O CARTÃO QUE GERMANO AMORIM NÃO PASSOU A BARRETO

Participou, como delegado, no Congresso do Partido Republicano, realizado em Coimbra.
Vivia-se então na ditadura salazarenta, a que o autor deste blog recusa dar o nome de segunda República.
"A Segunda República é esta em que vivemos depois do 25 de Abril, porque os princípios Republicanos essenciais são o princípio da supremacia de um parlamento legitimado pela vontade popular como órgão decisivo da organização do poder do Estado, sendo o outro princípio essencial, o princípio da limitação dos mandatos.”
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O DR. GERMANO AMORIM E O SELO COMEMORATIVO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Parecer que cria, pela Comissão da guerra, o selo comemorativo da Independência de Portugal.
O Dr. Germano Amorim e o seu importantíssimo contributo para a criação do selo comemorativo da Independência de Portugal, emitido pela primeira vez em 1926.
Foi lido. É o seguinte:
Parecer n.º 923
Senhores Deputados. - Pelo exame do projecto de lei n.º 917-0, respeitante à criação de um selo comemorativo da Independência de Portugal, verifica-se que se atendeu à celebração de duas datas notáveis e eminentemente patrióticas, sem qualquer encargo ou prejuízo para o Estado.
Verifica-se ainda que o mesmo projecto também visa a auxiliar três colectividades, a Liga dos Combatentes da Grande Guerra, a Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha e a Comissão dos Padrões da Grande Guerra, as quais têm sempre pugnado pelo bom nome de Portugal, e contribuído as duas primeiras para minorar dores e sofrimentos de muitos portugueses que souberam prestigiar a sua Pátria.
Por todos estes motivos, é a vossa comissão de correios e telégrafos de parecer que o projecto de lei de que se ocupa é inteiramente merecedor da vossa aprovação.
Sala das Sessões, 3 de Junho de 1925. - Américo Olavo - Custódio de Paiva - Germano Amorim - F. Dinis de Carvalho - Luís da Costa Amorim."
In - Diário da Câmara dos Deputados, 94ª sessão, 7 de Julho de 1925, pp. 4-7.
A emissão deste selo comemorativo da Independência de Portugal, que o Dr. Germano Amorim contribuiu de uma forma determinante, tinha por base dez selos. Foram desenhados por Eduardo Avelino Ramos da Costa. A gravura é de talha doce de George Harrisson e Norman Broad, na Thomas de la Rue, de Londres.
As cores da emissão de cada selo eram com o centro a preto e molduras com as cores que a imagem mostra. O primeiro selo a ser emitido foi de D.Afonso Henriques, de 4 centavos.
FONTE: http://www.primeirarepublica.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=435:1925-07-07&Itemid=17
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
POR QUE SOU REPUBLICANO
O Dr. Germano Amorim quando fazia aqui, nesta foto, parte do governo de Manuel Teixeira Gomes, que governou entre os governos de António José de Almeida e Bernardino Machado. José Domingues dos Santos era o Presidente do Conselho de Ministros do governo de Manuel Teixeira Gomes da Primeira República Portuguesa. José Domingues dos Santos pertenceu desde 1922, à Maçonaria e, como outros membros do seu governo, posteriormente manteve-se activo na oposição ao Estado Novo até ao início da década de 1950. Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, a União Patriótica e Democrática, a que presidia, juntamente com o Dr. Germano Amorim, desenvolveu infrutiferamente intensa actividade junto dos governos dos Aliados com vista ao derrube do governo de Oliveira Salazar.

SOU REPUBLICANO porque acredito que a história da Humanidade comporta um sentido e que esse sentido tem o alcance de um reforço de Cidadania: enquanto membros de uma horda primitiva, os seres humanos foram os joguetes submissos de chefes brutais; enquanto súbditos de monarquias absolutas, a esmagadora maioria dos seres humanos foi alvo de violências vassálicas e de sujeições servis e de gleba; enquanto súbditos de monarquias constitucionais, a maior parte dos seres humanos sofreu toda a casta de discriminações censitárias e foi vítima do vexame de ser olhada como parte plebeia por aristocratas arrogantes e, na maior parte dos casos, sem méritos comprovados;
SOU REPUBLICANO porque a razão me demonstra que só sob o regime republicano estará plenamente garantido o sufrágio universal, cujo caminho se iniciou entre nós através da propaganda democrática de homens de cultura e de acção como o nosso ilustre Germano Amorim, Teófilo Braga, João Chagas, Manuel de Arriaga, António José de Almeida, Afonso Costa, José Falcão e tantos mais;
SOU REPUBLICANO porque quero lutar por um sistema político e social em que predomine cada vez mais o critério de eleição - e não de nomeação - e em que TODOS os cargos políticos não possam ser vitalícios e hereditários, devendo antes ser temporários e amovíveis;
SOU REPUBLICANO porque o estudo da História de Portugal me ensinou que as grandes reivindicações patrióticas, desde o repúdio do Ultimato inglês de 1890 à entrada em guerra, no primeiro conflito mundial, ao lado de potências democráticas como a França e a Inglaterra, foram causas assumidas pelo património de valores do republicanismo, ao passo que uma boa parte dos monárquicos do tempo foram passivos;
SOU REPUBLICANO porque quero para os meus filhos e netos um ensino público laico, ou seja, neutral em matéria religiosa. Isto significa que os meus valores me impedem de transigir com uma qualquer “religião de Estado”. A monarquia, mesmo na sua forma constitucional, nunca abraçou este princípio na nossa experiência histórica passada. A exigência da laicidade é hoje maior do que nunca, dado que o fenómeno da globalização nos fará viver cada vez mais num mundo plural de crenças e de culturas contrastadas. O Estado não deverá, assim, privilegiar uma forma de religião em detrimento de todas as demais, pois isso significaria que esse Estado estaria a privilegiar uma parcela de Cidadãos em detrimento dos demais;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que instituiu um serviço público de registo civil, contemplando os momentos decisivos da vida humana: tornou obrigatórios os registos civis de baptismo, de casamento e de óbito. O que isto representou para o planeamento progressivo da Grei e para o reforço do princípio da solidariedade nacional foi (e é) verdadeiramente incalculável;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que conseguiu reduzir as taxas de analfabetismo para patamares aceitáveis, sendo certo que em 5 de Outubro de 1910 cerca de três quartos da população portuguesa não sabia ler, nem escrever, nem contar;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que permitiu o casamento civil e estatuiu o recurso ao divórcio, sempre que os cônjuges entendessem que a relação conjugal se tinha depreciado e tornado inviável;
SOU REPUBLICANO porque prezo e defendo a Res Publica, entendendo por isto a Casa Comum dos portugueses, o domínio público, o património edificado e imaterial que o nosso Povo foi construindo ao longo de gerações; e porque acredito, portanto, que o serviço público é o mais meritório e abnegado dos serviços que o Cidadão pode prestar, desde o do médico que trabalha num hospital público ao do professor que ensina numa escola pública ou ao do pedreiro que serve com a sua força de trabalho as obras públicas. Servir a Res Publica, a Coisa Pública, a Casa Comum dos portugueses, é contribuir, portanto, para a mais nobre e inviolável das causas: a causa da Democracia;
SOU REPUBLICANO porque não acredito em castas privilegiadas e não aceito servir famílias “notáveis”; a única família notável que reconheço é a dos portugueses no seu todo;
SOU REPUBLICANO porque outros títulos de nobreza que não sejam os do trabalho, do mérito, da qualidade de serviço e da honrada labuta quotidiana são por mim encarados como as excrescências de um mundo velho, apenas destinados a adornar o tecido social com ridículas fatuidades ou com pequenas vaidades inconsequentes;
SOU REPUBLICANO porque quero ver um Cidadão mandatado pela maioria dos meus Concidadãos no exercício da suprema magistratura da Nação e porque quero reservar para o universo desses Concidadãos a revogação desse mandato, sempre que tal cargo não seja exercido de acordo com os superiores interesses da Pátria (que somos todos nós);
SOU REPUBLICANO porque acredito que a República é o regime que melhor garante o valor da Igualdade dos cidadãos perante a lei, o da Liberdade responsável e o da Solidariedade e mutualidade de serviços.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
DR.GERMANO AMORIM

A República acredita na meritocracia para todos, independentemente do sexo, crença, religião, origem ou qualquer outro factor que eventualmente possa ser potencialmente discriminatório.Essa é a grande lição de humanismo conciliatória com todos os cidadãos. Assim era o Dr. Germano Amorim.




