Um Blog dedicado a Germano José de Amorim, notável Jurista, Jornalista e Político Português, que se definia a si mesmo como Republicano, Laico e Livre Pensador.

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sábado, 22 de junho de 2013

CARTÕES DO DR. GERMANO AMORIM, MEMBRO DA COMISSÃO EXECUTIVA DA CANDIDATURA DO GENERAL HUMBERTO DELGADO


CONVITE PARA INTERVENÇÃO DO DR. GERMANO AMORIM, MANDATÁRIO DA CANDIDATURA PARA A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO GENERAL HUMBERTO DELGADO


BREVES NOTÍCIAS DO TRISAVÔ PATERNO DE GERMANO AMORIM

Breves notícias do trisavô paterno de Germano Amorim-(bisavô de seu pai pelo seu lado paterno), o Juiz Conselheiro Dr. Sebastião da Silva Dias e família. Algumas com mais de cem anos. 
Ao ter o prazer e o privilégio em ler disto, não posso deixar de me recordar da quantidade de patetas que julgam que a preservação histórica da memória tem limites... Como diz Germano Amorim - "Os limites da ignorância são quanto mais apertados quanto menos sabemos quem somos e de onde vimos."



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

GERMANO JOSÉ DE AMORIM


Germano José de Amorim nasceu na freguesia de Mazedo, Monção, a 7 de Abril de 1880. Estudou em Guimarães e na Universidade de Coimbra. Foi um dos líderes do movimento académico de 1907, que se iniciou em 28 de Fevereiro com o protesto impetuoso contra a reprovação do candidato José Eugénio Dias Ferreira às provas magnas de doutoramento. Tratava-se apenas de um pé-de-cantiga, pois os «estudantes, ao entrarem em greve no mês de Março de 1907, vieram insurgir-se afinal contra uma enfermidade quase crónica da escola lusitana, a qual, através dos tempos, fora gerando a insatisfação dos espíritos mais válidos e inconformistas, causando o pasmo cultural do país, desprestigiando-o no estrangeiro, enfraquecendo-lhe a estrutura económica, anemiando-lhe o organismo social». (1) O Conselho de Decanos expulsou os estudantes Alberto Xavier, Campos de Lima, Carlos Olavo, Freitas Preto, Pinho Ferreira, Pinto Quartim e Ramada Curto. A Universidade reabriu as suas portas por decretos governamentais datados de Maio. Foram concedidos os exames pelo governo franquista, mas dependiam de petição escrita por cada estudante para não perder o ano. No final do processo, numa manifestação de solidariedade para com os condiscípulos riscados, cento e sessenta alunos dos cursos de Direito, Medicina, Preparatórios Médicos, Filosofia e Matemática, recusaram-se «altiva e nobremente a requerer a matrícula para efeitos de exames.» (2) Entre eles, estava Germano José de Amorim, aluno do quarto ano da Faculdade de Direito. A rebeldia dos Intransigentes não foi em vão: a lei que amnistiou os estudantes que tinham sido obrigados a abandonar a Universidade não tardou para o demonstrar. Germano Amorim, depois de concluir o curso, ocupou o cargo de Notário no Cartório dos Arcos de Valdevez (1909) e exerceu a advocacia e o jornalismo com grande popularidade. Foi Director dos jornais arcoenses «Avante: pela Pátria e pela República» (1910-1911), «O Vez: órgão do Centro Republicano Democrático Arcoense» (1912.1914), «A Trombeta: semanário republicano» (1920) e deixou colaboração dispersa em vários periódicos do Alto Minho. Em 1922, foi eleito deputado pelo círculo n.º 3 (Braga). Fez parte da Comissão de Infracções e Faltas e de Correios e Telégrafos. Mostrou interesse pelos processos de concessão de quedas da água, por melhoramentos na doca de Viana, pela rectificação das margens do Rio Lima e pela inovação da agricultura na região minhota. Criou um projecto de lei com o objectivo de ceder «à Câmara Municipal de Vieira do Minho o prédio que foi residência paroquial da freguesia de Roças, com o passal da mesma freguesia, para a instalação duma escola agrícola» (3) e assinou outro de camaradagem com o deputado Teófilo Carneiro que tinha em vista instituir «um adicional de 15 por cento nos concelhos do distrito de Viana do Castelo, sobre as contribuições industrial e predial e impostos sobre aplicação de capitais o valor de transacções, destinado à Junta de obras do Porto de Viana e Rio Lima.» (4) Ao longo da sua vida, não deixou morrer os velhos ideais e manteve-se sempre ao lado do povo. Faleceu a 12 de Janeiro de 1971.

NOTAS

(1) Mário Braga, Prefácio à obra de Natália Correia, A Questão Académica de 1907, Editorial Minotauro, Lisboa, s/d, pp. 9-10
(2) Alberto Xavier, História da Greve Académica de 1907, Coimbra Editora, Coimbra, 1962, pg. 277
(3) Diário da Câmara dos Deputados, Sessão de 21 de Janeiro de 1925.(4) Diário da Câmara dos Deputados, Sessão de 4 de Março de 1925.



quarta-feira, 24 de março de 2010

CIRCULAR DE PROPAGANDA DE APOIO À CANDIDATURA DE HUMBERTO DELGADO

(Clicar na imagem para uma visualização mais nítida).
Uma circular de propaganda de apoio à candidatura de Humberto Delgado dirigida a todos os democratas opositores do Estado Novo.
Esta circular era para o Dr. Germano Amorim, um dos mandatários nacionais da candidatura de Humberto Delgado.

quinta-feira, 18 de março de 2010

GERMANO AMORIM NO CARDEAL SARAIVA


(Clicar na imagem para uma visualização mais nítida).

O Dr. Germano Amorim, com toda a Justiça, vem sendo cada vez mais Conhecido, Referido e Reconhecido.
Aqui está uma publicação do dia 12 de Março de 2010, ou seja, de sexta-feira passada, no jornal "Cardeal Saraiva".

quarta-feira, 10 de março de 2010

RODRIGO BARREIROS MARTINS DA COSTA


Rodrigo Barreiros Martins da Costa

Nasceu em Arcos de Valdevez (Salvador) em 1886, onde viveu e veio a falecer, em 24.11.1948.
Filho de Virgílio Martins da Costa (n. 12.05.1854 - Viseu) e de D. Maria da Conceição Pereira Barreiros (n. 04.03.1861 - Arcos de Valdevez).
Casou com D. Alice Dias Borges Pacheco (n. 07.08.1882 - Arcos de Valdevez) e viveu na Casa Lapa.

Integrou o grupo dos Republicanos de Arcos de Valdevez, liderado pelo Dr. Germano Amorim, casado com sua prima D. Joaquina Cândida de Araújo Dias, conjuntamente com os seus primos António da Silva Dias, Alfredo Brito Lima e os irmãos Caetano de Faria Lima e Narciso de Faria Lima, Dr. Tomás Norton de Matos, casado com sua prima D. Maria da Conceição Machado da Silva Dias e, também, com Dr. Guimarães, Manuel Pimenta, Albano Azevedo Amorim, Américo Esteves, entre muitos outros.

O Café Vieira na Valeta, que durante muitos anos foi ponto de encontro de Republicanos, era o ponto de encontro dos Republicanos, o que não deixa de ser curioso, uma vez que o seu dono era defensor da Monarquia.
A farmacia central fundada pelo Major Loureiro (Capitão-Tenente da Armada Real - Farmaceutico) foi tambem um local estratégico para reunião de Republicanos em Arcos de Valdevez, e de forma marcante, claro, a casa da Falperra (residência do Dr. Germano Amorim).

Porém há muitas mais figuras, essas sim esquecidas no meio…” conforme diz o Germano Manuel Amorim, bisneto de Germano Amorim.

NOTA: O Texto sobre Rodrigo Barreiros Martins da Costa, é da autoria do amigo José António da Costa Rodrigues Alves.

Genealogia: http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=337962

MAPA DOS RESULTADOS ELEITORAIS DURANTE O TEMPO EM QUE GERMANO AMORIM FOI DEPUTADO DA NAÇÃO

Germano Amorim foi um dos mais importantes e destacados deputados da nação entre as 6ª e 7ª legislaturas.
Foi eleito deputado da nação em 1922 nas listas do Partido Democrático, tendo exercido essas funções até ao ano de 1925.

1. Resultados Eleitorais de 1922


2. Resultados eleitorais de 1925

(Clicar nas imagens para uma visualização mais ampla).

1. "A constituição política da nova Câmara dos Deputados"

O Século, 31.1.1922, p. 1

BN: J. 2561 G.



2. "Provável constituição política da nova Câmara dos Deputados"

O Século, 11.11.1925

BN: J. 2561 G.

Fonte: http://purl.pt/5854/1/index.html

quarta-feira, 3 de março de 2010

O CONGRESSO DE BEJA EM 1926





Jornal “A Capital” Nº5221 de segunda-feira, 26 de Abril de 1926.


Congresso da Esquerda Democrática em Beja, 24, 25 e 26 de Abril de 1926.



Os Republicanos de Beja enviaram 81 delegados que, pela sua boca, afirmavam estarem dispostos a tudo sacrificar pelo engrandecimento da pátria e pelo prestígio da República.

A Sessão abriu às 15 horas sendo presidida pelo Dr. Soveral Rodrigues, de Beja sendo o Vice-Presidente, o nosso Dr. Germano Amorim.

Importa referir que, neste congresso, também esteve presente o delegado do Procurador da República de Ponte da Barca.

O congresso tratou da proclamação dos Corpos directivos da Esquerda Democrática e de questões judicias relativas a assistência judiciária, tribunais de árbitros avindores e justiça gratuita.

Ficou patente no Congresso o espírito que presidiu aos debates, onde se concluiu que a designação do Partido Republicano da Esquerda Democrática abrangia todas as aspirações políticas de ordem social que, porventura, se pudessem incluir num partido constitucional que esperava fazer triunfar as suas ideias dentro das leis e em plena paz, defendendo a justiça, a equidade e a liberdade.

O Congresso pronunciou-se também contra as tendências isoladas de certos políticos que esperavam a consolidação de posições na implantação de um regime fascista.


E como eles adivinharam...


Importa referir que o Presidente do Partido Republicano da Esquerda Democrática era José Domingues dos Santos, nascido em Matosinhos, a 5 de Agosto de 1885, filho de uma família de lavradores modestos.

Estudou em Coimbra, formando-se em Direito, sendo contemporâneo de Germano Amorim no último ano deste, na faculdade de Coimbra, encontrando-se depois em 1924 no governo, quando José Domingues dos Santos era o Presidente do Conselho de Ministros do governo de Manuel Teixeira Gomes da Primeira República Portuguesa, e Germano Amorim deputado.

Durante o ensino primário, que fez na sua localidade natal, José Domingues dos Santos revelou-se um aluno brilhante e esforçado. Como a modéstia social da família não lhe permitia aspirar a estudos liceais, como era norma na época, ingressou no Seminário Maior do Porto, onde concluiu o Curso Teológico. Não tendo vocação para o sacerdócio, não se ordenou padre, ingressando então no curso de Direito da Universidade de Coimbra.
Pertenceu, pelo menos desde 1922, à Maçonaria.
A luta partidária que se esboçava e que José Domingues dos Santos pugnava, foi cortada com Movimento de 28 de Maio, que pôs termo à Primeira República Portuguesa e em pouco tempo eliminou as liberdades democráticas e proibiu os partidos políticos. Inconformado com esta situação, dentro da tradição política anterior de permanente golpismo, José Domingues dos Santos toma parte activa na Revolta de 3 de Fevereiro de 1927, uma tentativa falhada de derrube da Ditadura Nacional que entretanto se instalara.Manteve-se activo na oposição ao Estado Novoe o no fim da Segunda Guerra Mundial, a União Patriótica Democrática a que presidia, desenvolveu infrutiferamente intensa actividade junto dos governos dos Aliados
com vista ao derrube do governo de Salazar.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

SE ÉS AMIGO DO BEM, INUTILIZA ESTA CÉDULA


O Ilustre Político, Jornalista, Jurista e Humanista Dr. Germano Amorim, também foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, e emitiu estas célebres Cédulas.

Esta excelente visão de Germano Amorim foi uma forma de ajudar quem mais necessitava, pois grão a grão podia-se ajudar quem mais precisava. A máxima "Se és amigo do bem inutilisa esta cédula", tinha uma função moral e ética em prol da Santa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e da sua benemérita obra para com os mais desfavorecidos, porque durante a grave crise económica que afectou Portugal no final da Iª Grande Guerra e, essencialmente, nos anos imediatos ao pós-guerra, muitos cidadãos resolveram amealhar as moedas que se encontravam em circulação, visto que o valor do seu metal era superior ao próprio valor facial das moedas. Verificou-se, assim, uma falta significativa de moedas de valor facial mais baixo, pois o valor do seu metal era superior ao facial e quem mais precisava, não tinha acesso a elas, pelo que, estas cédulas foram emitidas por Germano Amorim para colmatar a falta de moedas e serem comercializadas entre os mais pobres e inutilizadas ética, moral e institucionalmente pelos mais "abastados"em prol da Santa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e da sua benemérita obra para ajudar os mais desfavorecidos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O DR. GERMANO AMORIM E O SELO COMEMORATIVO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

1ª Emissão Comemorativa da Independência de Portugal



Parecer que cria, pela Comissão da guerra, o selo comemorativo da Independência de Portugal.

O Dr. Germano Amorim e o seu importantíssimo contributo para a criação do selo comemorativo da Independência de Portugal, emitido pela primeira vez em 1926.

"Está em discussão o parecer n.° 923, que cria um selo comemorativo da independência de Portugal.
Foi lido. É o seguinte:
Parecer n.º 923
Senhores Deputados. - Pelo exame do projecto de lei n.º 917-0, respeitante à criação de um selo comemorativo da Independência de Portugal, verifica-se que se atendeu à celebração de duas datas notáveis e eminentemente patrióticas, sem qualquer encargo ou prejuízo para o Estado.
Verifica-se ainda que o mesmo projecto também visa a auxiliar três colectividades, a Liga dos Combatentes da Grande Guerra, a Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha e a Comissão dos Padrões da Grande Guerra, as quais têm sempre pugnado pelo bom nome de Portugal, e contribuído as duas primeiras para minorar dores e sofrimentos de muitos portugueses que souberam prestigiar a sua Pátria.
Por todos estes motivos, é a vossa comissão de correios e telégrafos de parecer que o projecto de lei de que se ocupa é inteiramente merecedor da vossa aprovação.
Sala das Sessões, 3 de Junho de 1925. - Américo Olavo - Custódio de Paiva - Germano Amorim - F. Dinis de Carvalho - Luís da Costa Amorim."


In - Diário da Câmara dos Deputados, 94ª sessão, 7 de Julho de 1925, pp. 4-7.

A Comissão Central 1° de Dezembro de 1640, fundada em 1861 para defender, propagandear e comemorar a Independência de Portugal e especialmente a Restauração de 1640, tinha em vista a aquisição do Palácio dos Condes de Almada, em Lisboa, para ali instalar um museu da Independência, assim como preparar para uma comemoração condigna, o 8° Centenário da Fundação de Portugal e 3° da Restauração da sua independência. Com o fim de conseguir fundos para a aquisição do palácio e para a prevista comemoração, resolveram emitir selos onde se reproduzissem os vultos mais notáveis da Fundação, Consolidação e Restauração da Independência, ou de factos mais importantes da nossa História, em sua defesa. A primeira série deste plano circulou em 1926 nos dias 13 a 14 de Agosto (data da Batalha de Aljubarrota), e 30 de Novembro a 1 de Dezembro (data da Restauração da Independência), mantendo-se a venda para fins filatélicos, até 28 de Setembro de 1927.

A emissão deste selo comemorativo da Independência de Portugal, que o Dr. Germano Amorim contribuiu de uma forma determinante, tinha por base dez selos. Foram desenhados por Eduardo Avelino Ramos da Costa. A gravura é de talha doce de George Harrisson e Norman Broad, na Thomas de la Rue, de Londres.

As cores da emissão de cada selo eram com o centro a preto e molduras com as cores que a imagem mostra. O primeiro selo a ser emitido foi de D.Afonso Henriques, de 4 centavos.

FONTE: http://www.primeirarepublica.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=435:1925-07-07&Itemid=17

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