
Um Blog dedicado a Germano José de Amorim, notável Jurista, Jornalista e Político Português, que se definia a si mesmo como Republicano, Laico e Livre Pensador.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
AS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM ARCOS DE VALDEVEZ

As comemorações do dia 5 de Outubro inserem-se na programação do Concelho de Estado e contemplam no dia 4, a inauguração da exposição "Arcos de Valdevez e a República" e a exibição do documentário "Republicanos Arcoenses" e na terça-feira (5 de Outubro) as Cerimónias Protocolares de comemoração do Centenário da República, a romagem e deposição de coroa de flores, em homenagem aos republicanos arcoenses, no cemitério Municipal, e a inauguração da Avenida 5 de Outubro e da Rotunda da República, com representação escultórica de Amália Rodrigues e alocução de Armando Malheiro da Silva (Faculdade de Letras da UP), na EN202/Rotunda de Guilhadeses.
- Germano José de Amorim;
- José Cândido Gomes;
- José de Sousa Guimarães;
- Francisco Teixeira de Queiroz;
- Tomaz Norton de Matos Prego.
quarta-feira, 24 de março de 2010
CIRCULAR DE PROPAGANDA DE APOIO À CANDIDATURA DE HUMBERTO DELGADO

quinta-feira, 18 de março de 2010
GERMANO AMORIM NO CARDEAL SARAIVA

sexta-feira, 12 de março de 2010
O DR. GERMANO AMORIM NO CINE-TEATRO ALAMEDA

Nesta foto que creio ser de 1968, O Dr. Germano está ao meio dos seus companheiros.
À sua esquerda, encontram-se respectivamente o Dr. António Cacho e o Dr. Joaquim Carlos da Cunha Cerqueira ( seu genro), e no lado contrário, o Dr. Eduardo Cruz e o Dr. Mário Tavarela.
quarta-feira, 10 de março de 2010
RODRIGO BARREIROS MARTINS DA COSTA

Nasceu em Arcos de Valdevez (Salvador) em 1886, onde viveu e veio a falecer, em 24.11.1948.
Filho de Virgílio Martins da Costa (n. 12.05.1854 - Viseu) e de D. Maria da Conceição Pereira Barreiros (n. 04.03.1861 - Arcos de Valdevez).
Casou com D. Alice Dias Borges Pacheco (n. 07.08.1882 - Arcos de Valdevez) e viveu na Casa Lapa.
Integrou o grupo dos Republicanos de Arcos de Valdevez, liderado pelo Dr. Germano Amorim, casado com sua prima D. Joaquina Cândida de Araújo Dias, conjuntamente com os seus primos António da Silva Dias, Alfredo Brito Lima e os irmãos Caetano de Faria Lima e Narciso de Faria Lima, Dr. Tomás Norton de Matos, casado com sua prima D. Maria da Conceição Machado da Silva Dias e, também, com Dr. Guimarães, Manuel Pimenta, Albano Azevedo Amorim, Américo Esteves, entre muitos outros.
O Café Vieira na Valeta, que durante muitos anos foi ponto de encontro de Republicanos, era o ponto de encontro dos Republicanos, o que não deixa de ser curioso, uma vez que o seu dono era defensor da Monarquia.
A farmacia central fundada pelo Major Loureiro (Capitão-Tenente da Armada Real - Farmaceutico) foi tambem um local estratégico para reunião de Republicanos em Arcos de Valdevez, e de forma marcante, claro, a casa da Falperra (residência do Dr. Germano Amorim).
“Porém há muitas mais figuras, essas sim esquecidas no meio…” conforme diz o Germano Manuel Amorim, bisneto de Germano Amorim.
NOTA: O Texto sobre Rodrigo Barreiros Martins da Costa, é da autoria do amigo José António da Costa Rodrigues Alves.
Genealogia: http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=337962
MAPA DOS RESULTADOS ELEITORAIS DURANTE O TEMPO EM QUE GERMANO AMORIM FOI DEPUTADO DA NAÇÃO
Foi eleito deputado da nação em 1922 nas listas do Partido Democrático, tendo exercido essas funções até ao ano de 1925.
1. Resultados Eleitorais de 1922
2. Resultados eleitorais de 1925
(Clicar nas imagens para uma visualização mais ampla).
1. "A constituição política da nova Câmara dos Deputados"
O Século, 31.1.1922, p. 1
BN: J. 2561 G.
2. "Provável constituição política da nova Câmara dos Deputados"
O Século, 11.11.1925
BN: J. 2561 G.
segunda-feira, 8 de março de 2010
CARTAS PORTUGUESAS - A 1ª REPÚBLICA POR CORRESPONDÊNCIA
Muito cedo, logo nos bancos da Escola se apaixonou pelos problemas político-sociais. Chegando à Universidade e já integrado nos princípios do ideário republicano, solidariza-se (sendo um dos principais dinamizadores), inteiramente com a greve académica de 1907, (aqui já referenciada), marcando a sua radical oposição ao regime monárquico vigente. Era também, como sabemos, um republicano histórico, e como tal, orgulhosamente se proclamava.
A 18 de Novembro de 1914, Aleixo? De Santa Eulália, um adesivo, escreve a Raimundo Meira, numa carta com o Timbre do Paço da Glória de Arcos de Valdevez, a queixar-se dos ataques pessoais que um Padre lhe fazia, pedindo que Germano Amorim o defendesse.
Fonte: http://cartasportuguesas.blogspot.com/search/label/Aleixo%20de%20Santa%20Eul%C3%A1lia
quarta-feira, 3 de março de 2010
O CONGRESSO DE BEJA EM 1926


Jornal “A Capital” Nº5221 de segunda-feira, 26 de Abril de 1926.
Congresso da Esquerda Democrática em Beja, 24, 25 e 26 de Abril de 1926.
Os Republicanos de Beja enviaram 81 delegados que, pela sua boca, afirmavam estarem dispostos a tudo sacrificar pelo engrandecimento da pátria e pelo prestígio da República.
A Sessão abriu às 15 horas sendo presidida pelo Dr. Soveral Rodrigues, de Beja sendo o Vice-Presidente, o nosso Dr. Germano Amorim.
Importa referir que, neste congresso, também esteve presente o delegado do Procurador da República de Ponte da Barca.
O congresso tratou da proclamação dos Corpos directivos da Esquerda Democrática e de questões judicias relativas a assistência judiciária, tribunais de árbitros avindores e justiça gratuita.
Ficou patente no Congresso o espírito que presidiu aos debates, onde se concluiu que a designação do Partido Republicano da Esquerda Democrática abrangia todas as aspirações políticas de ordem social que, porventura, se pudessem incluir num partido constitucional que esperava fazer triunfar as suas ideias dentro das leis e em plena paz, defendendo a justiça, a equidade e a liberdade.
O Congresso pronunciou-se também contra as tendências isoladas de certos políticos que esperavam a consolidação de posições na implantação de um regime fascista.
E como eles adivinharam...
Importa referir que o Presidente do Partido Republicano da Esquerda Democrática era José Domingues dos Santos, nascido em Matosinhos, a 5 de Agosto de 1885, filho de uma família de lavradores modestos.
Estudou em Coimbra, formando-se em Direito, sendo contemporâneo de Germano Amorim no último ano deste, na faculdade de Coimbra, encontrando-se depois em 1924 no governo, quando José Domingues dos Santos era o Presidente do Conselho de Ministros do governo de Manuel Teixeira Gomes da Primeira República Portuguesa, e Germano Amorim deputado.
Durante o ensino primário, que fez na sua localidade natal, José Domingues dos Santos revelou-se um aluno brilhante e esforçado. Como a modéstia social da família não lhe permitia aspirar a estudos liceais, como era norma na época, ingressou no Seminário Maior do Porto, onde concluiu o Curso Teológico. Não tendo vocação para o sacerdócio, não se ordenou padre, ingressando então no curso de Direito da Universidade de Coimbra.Pertenceu, pelo menos desde 1922, à Maçonaria.
A luta partidária que se esboçava e que José Domingues dos Santos pugnava, foi cortada com Movimento de 28 de Maio, que pôs termo à Primeira República Portuguesa e em pouco tempo eliminou as liberdades democráticas e proibiu os partidos políticos. Inconformado com esta situação, dentro da tradição política anterior de permanente golpismo, José Domingues dos Santos toma parte activa na Revolta de 3 de Fevereiro de 1927, uma tentativa falhada de derrube da Ditadura Nacional que entretanto se instalara.Manteve-se activo na oposição ao Estado Novoe o no fim da Segunda Guerra Mundial, a União Patriótica Democrática a que presidia, desenvolveu infrutiferamente intensa actividade junto dos governos dos Aliados com vista ao derrube do governo de Salazar.
COMEMORAR A REPÚBLICA

Quero recordar os legisladores que instituíram o divórcio, o registo civil obrigatório e que acabaram com os títulos nobiliárquicos. Quero honrar os que decretaram o direito à greve, estabeleceram um dia de descanso semanal obrigatório, as 8 horas de trabalho e o seguro social contra desastres no trabalho.
Quero festejar a República, recordando os capitães de Abril, que restituíram ao povo a liberdade confiscada pela ditadura fascista. Quero comemorar a queda da monarquia e o fim do poder vitalício e hereditário, para celebrar os avanços da história e o futuro, sem os pesadelos do presente.
Quero celebrar uma República onde finalmente não subsistam desigualdades de género e a democracia não se deixe capturar por corporações profissionais e oligarquias, uma república cujo poder resulte do sufrágio livre e esclarecido, sem caciques nem truques.
Quero esquecer o pesadelo dos dias que correm e ressarcir-me no exemplo honrado dos que legaram uma bandeira, um hino, o exemplo e a ética republicana.
O JORNAL DA REPÚBLICA DA "TSF"

"No Jornal da República da TSF, cabe a entrevista, a reportagem, o debate, as fichas de leitura, a agenda dos tantos eventos que se anunciam para celebrar, em 2010, o centenário da República em Portugal."
Uma edição de Fernando Alves e Herlander Rui, jornalistas da TSF.
Aos domingos, às 10h00, com repetição à meia-noite de domingo para segunda-feira.
Link para o portal:
NOTA: Para ouvir as emissões, clicar na secção "Arquivo de Emissões".
terça-feira, 2 de março de 2010
JORNAL "REPÚBLICA"


O jornal "República", destacado protagonista do ideário republicano e laico do 5 de Outubro! O diário destacou-se na luta possível contra a ditadura salazarista. Ligado a figuras de relevo da maçonaria portuguesa, o jornal sobreviveu à instauração do Estado Novo Salazarista.
GERMANO AMORIM E OS JORNAIS DA REPÚBLICA




Germano Amorim foi quem maior número de jornais dirigiu durante o período de implantação da República em Arcos de Valdevez.
PRESIDENTES E ADMINISTRADORES DE ARCOS DE VALDEVEZ

Siglas:
(PC) - Presidente da Câmara.
(AC) - Administrador do Concelho.
1910
Outubro - Dr. José de Sousa Guimarães (PC)
24 de Outubro - Dr. Gonçalo Meira (PC)
29 de Dezembro - Dr. José de Sousa Guimarães (AC)
1911
Junho - Custódio Martins Pereira (PC)
2 de Outubo - Dr. António Maria Gonçalves Ferreira (PC)
continua o Dr. Sousa Guimarães a AC
1912
11 de Março - Dr. António Maria Gonçalves Ferreira (AC)
1913
6 de Setembro - Augusto César Salgado (AC)
1914
Janeiro - José Manuel Pereira (PC)
continua Augusto César Salgado a AC
14 de Abril - Henrique de Pina Manique Soeiro (AC)
1915
9 de Janeiro - José Manuel Pereira (PC)
1 de Maio - Narciso de Faria Lima (AC interino)
1916
Junho - António Gonçalves Barreiros (AC)
8 de Julho - Ernesto Estranislau Veiga Ventura (AC) - dias depois - Dr. Thomaz Mendes Norton de Matos Prego (AC)
1917
10 de Março - António José da Amorim Fernandes (AC interino)
26 de Maio - António José da Amorim Fernandes (AC)
8 Dez - Dr. Germano José de Amorim (AC)
1918
Início de Janeiro - José Manuel Pereira (PC)
16 de Janero - Dr. António Almeida de Faria Lima (PC), da Casa da Cêpa
30 de Agosto - Alferes Luciano de Almeida (AC)
8 de Novembro - Alferes Alves Dinis
8 de Novembro - Padre José de Brito Galvão (PC)
A 13 DE FEVEREIRO DE 1919
1919
21 de Janeiro - Mário Pereira de Castro Caldas (membro da Comissão Administrativa)
Dr. Alberto Barreiros (AC)
NOVAMENTE EM REPÚBLICA
19 de Fevereiro - José Manuel Pereira (PC)
12 de Abril - Dr. Germano José de Amorim (AC)
12 de Agosto - José Manuel Pereira (PC)
1920
Dr. Germano José de Amorim (PC)
24 de Julho - Manuel Pereira Rodrigues (AC)
1921
14 de Maio - Dr. Germano José de Amorim (PC)
1922
15 de Abril - Álvaro D'Aguiã (AC), Álvaro de Brito e Rocha Aguiã
1923
2 de Janeiro - Dr. Germano José de Amorim (PC)
Dr. Alberto Carlos de Araújo Azevedo Amorim (AC interino, que 10 dias depois rejeitou o cargo)
1924
Janeiro - João Quezada de Araújo (PC)
1925
18 de Julho - Dr. Albano Guilherme d'Azevedo Amorim (AC)
1926
2 de Janeiro - Dr. Alberto Carlos de Araújo Azevedo Amorim (AC)
28 DE MAIO DE 1926: GOLPE MILITAR LIDERADO PELO MARECHAL
GOMES DA COSTA, ALMIRANTE MENDES CABEÇADAS E ÓSCAR CARMONA. FOI O
FIM DA 1ª REPÚBLICA E O APARECIMENTO DA DITADURA MILITAR,
DITADURA NACIONAL, ESTADO NOVO. FICOU MAIS CONHECIDO
POR ESTADO NOVO.
O golpe militar de 28 de Maio de 1926, de um pronunciamento militar nacional e anti-parlamentar que pôs fim á Primeira República, levou à Implantação da Ditadura Militar, marcada por uma concepção antiparlamentar e antiliberal do Estado, depois aproveitada e transformada pelo Estado Novo de Salazar a seguir à aprovação da Constituição de 1933.
Em 1933 surge então o Estado Novo, ou "Salazarismo", que jamais assumiu o nome de II Reública.
O Estado Novo (1933-1974) foi um regime autoritário, conservador, nacionalista, corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica e tradicionalista, de cariz antiliberal antiparlamentarista e colonialista, que vigorou em Portugal. O regime criou a sua própria estrutura de Estado, um partido único e um aparelho repressivo (PIDE), colónias penais para presos políticos, etc.) característico dos chamados Estados policiais, apoiando-se na censura, na propaganda, nas organizações paramilitares (Legião Portuguesa), nas organizações juvenis (Mocidade Portuguesa), no culto do "Chefe" e na Igreja Católica.
Vigorou em Portugal durante 41 anos sem interrupção, desde 1933 com a aprovação de uma nova Constituição, até 1974, quando foi derrubado pela Revolução do 25 de Abril.
Nesse sentido, o Estado Novo encerrou o período do liberalismo e da 1ª República em Portugal, portanto a 2ª República só viria a partir do 25 de Abril de 1974, não durante os 48 anos de ditadura do Estado Novo, porque só se pode considerar como 2ª República esta em que vivemos desde o 25 de Abril, pois os princípios Republicanos essenciais são o princípio da supremacia de um parlamento legitimado pela vontade popular como órgão decisivo da organização do poder do Estado, sendo o outro princípio essencial, o princípio da limitação dos mandatos, tal como hoje conhecemos. O Estado Novo como era corporativista, não congregava os princípos Republicanos e Democráticos, daí a 1ª república ser para muitos historiadores e politólogos, desde 5 de Outubro de 1910 até 1926, e a 2ª República desde o 25 de Abril de 1974 até hoje.
DURANTE A DITADURA MILITAR E O ESTADO NOVO
Siglas:
(PC) - Presidente da Câmara.
(VP) - Vice-Presidente da Câmara.
(PCA) - Presidente da Comissão Administrativa.
(AC) - Administrador do Concelho.
1926
4 de Setembro - Tenente José Alves Correia da Silva (PC) interino
26 de Outubro - promovido a capitão, o Capitão José Alves Correia da Silva toma posse com (PC) efectivo
1927
27 de Agosto - Padre Geraldo de Abreu Vasconcelos (PCA)
Padre Vidal de Brito Gachineiro (VP)
1928
14 de Março - Padre Manuel José Pereira Fernandes (AC)
Padre Geraldo de Abreu Vasconcelos (PCA)
Padre Vidal de Brito Gachineiro (VP)
1929
23 de Setembro - Nova Comissão Administrativa, constituída por elementos não identificados em acta oficial
1930
18 de Fevereiro - Tenente João da Silva Louro (AC)
3 de Abril - Dr. Gaspar José Henriques, da casa de Requeijo (PCA)
Dr. António de Almeida Faria Lima, da Casa da Cêpa (VP) até 1932
25 deJunho - Dr. Alberto Barreiros (AC)
1932
Dezembro - Dr. Gaspar José Henriques, da Casa de Requeijo (PCA)
Padre Casimiro de Araújo Guimarães (VP)
1935
30 de Janeiro - Dr. José Luís de Caldas (PC interino)
8 de Fevereiro - Padre Casimiro de Araújo Guimarães (PCA)
O Padre Casimiro foi (PCA) até 1942, ano em que falece
Dr. José Luís de Caldas (VP)
1938
19 de Feverero - Dr. Alberto Barreiros (PC) substituto por impedimento do (PC) (Padre Casimiro Araújo de Guimarães)
7 de Maio - Retoma funções o Padre Casimiro de Araújo Guimarães (PC)
1942
21 de Agosto - Padre Alberto Carlos de Brito Gachineiro (PC)
1945
28 de Março - Capitão Matias Gabriel da Silva Soares (PC)
1949
28 de Julho - José dos Santos (PC)
(Desentendimentos de José dos Santos com o Vereador António Pereira Barbosa)
26 de Dezembro - Alberto Barreiros Aranha (PC) provisório, durante alguns anos
1951
2 de Janeiro - Alberto Barreiros Aranha (VP)
1954
29 de Abril - Alberto Barreiros Aranha (PC, a título definitivo)
1959
2 de Junho - António Pereira Barbosa (PC)
1963
Jan - António Pereira Barbosa (PC)
Dr. António Maria do Carmo Pereira Júnior (VP), o Dr. Carmo
que conhecemos (faleceu em 1992)
5 de Dezembro - Dr. António Maria do Carmo Pereira Júnior (PC) interino
1964
2 de Janeiro - Dr. António Gonçalves Ferreira (PC)
Venceslau Maria Lima da Fonseca Araújo (VP)
1967
5 de Maio - Padre José Borlido de Carvalho Arieiro (PC) substituto
O Padre Arieiro substituiu o Dr. Ferreira enquanto este prestou serviço militar, por uns meses, na Guiné
1 de Setembro - Dr. António Gonçalves Ferreira (PC), regressado da Guiné
REVOLUÇÃO DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA
1974
26 de Novembro-Dr. Joaquim Carlos da Cunha Cerqueira (Presidente da Comissão Administrativa empossada pelo Governador Civil do Distrito)
7 de Janeiro-Sr. Fernando Freitas (Primeira Câmara Arcuense a tomar posse eleita após o 25 de Abril)
8 de Janeiro-Dr. Joaquim Carlos da Cunha Cerqueira
3 de Janeiro-Dr. Américo de Sequeira
4 de Janeiro-Dr. Américo de Sequeira
16 de Janeiro-Dr.Américo de Sequeira
DR. FRANCISCO RODRIGUES DE ARAÚJO
sábado, 27 de fevereiro de 2010

Biografia
Germano Amorim (7 de Abril de 1880 - 12 de Janeiro de 1971) foi um jurista, jornalista e político português. Definia-se a si mesmo como republicano, laico e livre pensador.
Germano José de Amorim, conhecido por Germano Amorim, ou, Dr. Germano, nasceu na freguesia de Mazedo, Monção. Casou, no dia 11 de Setembro de 1909, com D. Joaquina Cândida Araújo Dias Amorim, natural da freguesia de Valadares (Monção), sendo uma das herdeiras da Casa da Amiosa da mesma freguesia do Concelho de Monção. Tiveram como filhos Bento Manuel de Araújo Amorim, Maria Albertina de Araújo Amorim Cerqueira, Virgínia Cândida de Araújo Amorim, Maria Júlia de Araújo Amorim de Sousa.[1]
Germano Amorim concluiu os seus estudos liceais em Guimarães. Viria a ser fundamental a ajuda do seu irmão, que era padre e residia naquela cidade exercendo lá o seu mister.
Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra no ano de 1905. Durante esse período viria a dar os seus primeiros passos na actividade política que viria a revelar-se rica.
Simultaneamente continua a sua actividade política em Arcos de Valdevez iniciada nos meios intelectuais e revolucionários da época na cidade académica de Coimbra. O contacto com intelectuais e nomes de referência da época, foram-lhe aguçando o gosto pela res publica, não mais tendo deixado de cessar a sua activíssima vida política. Iniciado na maçonaria na Loja Pátria, do Grande Oriente Lusitano, em Coimbra e Carbonário. Em 1907, foi um dos mais importantes activistas da celebérrima Greve Académica de Coimbra em 1907. Em 1909 Viria a estabelecer-se em Arcos de Valdevez tendo inicialmente assumido as funções de Notário no Cartório Notarial de Arcos de Valdevez.
Seria porém no exercício da advocacia que viria a notabilizar-se, sendo unanimemente considerado um tribuno de excelência. Em 23 de Outubro de 1910 Germano Amorim, cria o Centro Republicano Teixeira de Queiroz, que seria o primeiro em Arcos de Valdevez, mas que nunca chegaria a ser oficializado, sendo por isso, a 14 de Janeiro de 1912, novamente por iniciativa de Germano Amorim, substituído pelo Centro Republicano Democrático Arcoense e este sim, viria a perdurar. A criação deste Centro tinha como principal fim propagar as ideias democráticas e manifestar a sua oposição ao Administrador então nomeado. De referir que Germano Amorim era membro do Partido Democrático, considerado mais progressista que outras facções republicanas. Pertenciam a este Centro Republicano prestigiosos nomes locais tais como Tomaz Norton de Matos (médico e irmão do General Norton de Matos que mais tarde viria a notabilizar-se na política nacional), António da Silva Dias, Manuel Pimenta, Albano Azevedo Amorim, Alfredo Brito Lima, Américo Esteves, entre muitos outros.
Em 1922 foi eleito deputado da nação pelo círculo eleitoral de Braga nas listas do Partido Democrático, tendo exercido essas funções até ao ano de 1925 entre a 6.ª e 7.ª legislaturas.
Exerceu as funções de Presidente e de Presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez. No exercício deste cargo notabilizou-se a instalação, decorria o ano de 1925, da luz eléctrica em Arcos de Valdevez.
Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, sendo o responsável pela criação das famosas cédulas, com um valor monetário variável, para serem inutilizadas em prol da Santa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e da sua benemérita obra.
Além do mais, viria a notabilizar-se ainda como jornalista. Foi director de cinco jornais nos quais se incluem os seguintes:
- O Avante;
- Alvorada do Vez;
- O Vez (também viria ser dirigido por Germano Amorim, José Cândido Gomes e Narciso de Faria Lima);[2]
- A Trombeta (do qual viriam ainda a ser directores Álvaro de Aguiam e Camilo José de Carvalho);[3]
- A Voz do Minho (Foram ainda directores José de Sousa Guimarães, Celestino Pinto da Cunha e António Ramos).
Foi portanto quem maior número de jornais dirigiu durante o período de implantação da República em Arcos de Valdevez.
Além dos dados biográficos brevemente descritos e para aprofundar a sua exactidão, Germano Amorim notabilizou-se pelo seu enorme altruísmo e sentido de fraternidade para com os mais desfavorecidos, essencialmente na prática da sua profissão, por prestar os seus serviços causídicos pro bonum. Ajudou sempre quem mais necessitava e esteve sempre ao lado dos mais fracos que mereciam esse empenho.
Foi provavelmente a figura que mais se destacou em Arcos de Valdevez no período de implantação da República em Portugal.
As suas guerras com a facção distinta presidida por Sousa Guimarães, também conhecido por Dr. Guimarães, viriam a marcar a vida política local para sempre, constituindo alguns desses episódios autênticos actos de inspiração para o exercício dos cargos no poder local. Os dois viriam a compatibilizar-se no futuro contra o Estado Novo, contra Salazar, a 5 de Julho de 1931, através de uma aliança Republicano–Socialista, constituindo-se para tal efeito uma Grande Comissão constituída pelo Dr. Germano, Dr. Guimarães, Dr. Tomaz Norton de Matos, Caetano de Faria Lima, entre outros nomes notáveis da época que infelizmente também têm sido esquecidos da memória colectiva arcuense e nacional. Viria a aderir ao Partido Republicano Federal, que congregava as diferentes visões republicanas, principalmente com a união do Partido Democrático e do Partido Liberal Republicano.
Referências- ↑ Geneall.pt. Germano José de Amorim (em português). Página visitada em 25 de janeiro de 2010.
- ↑ Publicações Periódicas Portuguesas. Página visitada em 25 de janeiro de 2010.
- ↑ Publicações Periódicas Portuguesas. Página visitada em 25 de janeiro de 2010.
SE ÉS AMIGO DO BEM, INUTILIZA ESTA CÉDULA


O Ilustre Político, Jornalista, Jurista e Humanista Dr. Germano Amorim, também foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, e emitiu estas célebres Cédulas.
Esta excelente visão de Germano Amorim foi uma forma de ajudar quem mais necessitava, pois grão a grão podia-se ajudar quem mais precisava. A máxima "Se és amigo do bem inutilisa esta cédula", tinha uma função moral e ética em prol da Santa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e da sua benemérita obra para com os mais desfavorecidos, porque durante a grave crise económica que afectou Portugal no final da Iª Grande Guerra e, essencialmente, nos anos imediatos ao pós-guerra, muitos cidadãos resolveram amealhar as moedas que se encontravam em circulação, visto que o valor do seu metal era superior ao próprio valor facial das moedas. Verificou-se, assim, uma falta significativa de moedas de valor facial mais baixo, pois o valor do seu metal era superior ao facial e quem mais precisava, não tinha acesso a elas, pelo que, estas cédulas foram emitidas por Germano Amorim para colmatar a falta de moedas e serem comercializadas entre os mais pobres e inutilizadas ética, moral e institucionalmente pelos mais "abastados"em prol da Santa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e da sua benemérita obra para ajudar os mais desfavorecidos.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O CARTÃO QUE GERMANO AMORIM NÃO PASSOU A BARRETO

Participou, como delegado, no Congresso do Partido Republicano, realizado em Coimbra.
Vivia-se então na ditadura salazarenta, a que o autor deste blog recusa dar o nome de segunda República.
"A Segunda República é esta em que vivemos depois do 25 de Abril, porque os princípios Republicanos essenciais são o princípio da supremacia de um parlamento legitimado pela vontade popular como órgão decisivo da organização do poder do Estado, sendo o outro princípio essencial, o princípio da limitação dos mandatos.”
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O DR. GERMANO AMORIM E O SELO COMEMORATIVO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Parecer que cria, pela Comissão da guerra, o selo comemorativo da Independência de Portugal.
O Dr. Germano Amorim e o seu importantíssimo contributo para a criação do selo comemorativo da Independência de Portugal, emitido pela primeira vez em 1926.
Foi lido. É o seguinte:
Parecer n.º 923
Senhores Deputados. - Pelo exame do projecto de lei n.º 917-0, respeitante à criação de um selo comemorativo da Independência de Portugal, verifica-se que se atendeu à celebração de duas datas notáveis e eminentemente patrióticas, sem qualquer encargo ou prejuízo para o Estado.
Verifica-se ainda que o mesmo projecto também visa a auxiliar três colectividades, a Liga dos Combatentes da Grande Guerra, a Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha e a Comissão dos Padrões da Grande Guerra, as quais têm sempre pugnado pelo bom nome de Portugal, e contribuído as duas primeiras para minorar dores e sofrimentos de muitos portugueses que souberam prestigiar a sua Pátria.
Por todos estes motivos, é a vossa comissão de correios e telégrafos de parecer que o projecto de lei de que se ocupa é inteiramente merecedor da vossa aprovação.
Sala das Sessões, 3 de Junho de 1925. - Américo Olavo - Custódio de Paiva - Germano Amorim - F. Dinis de Carvalho - Luís da Costa Amorim."
In - Diário da Câmara dos Deputados, 94ª sessão, 7 de Julho de 1925, pp. 4-7.
A emissão deste selo comemorativo da Independência de Portugal, que o Dr. Germano Amorim contribuiu de uma forma determinante, tinha por base dez selos. Foram desenhados por Eduardo Avelino Ramos da Costa. A gravura é de talha doce de George Harrisson e Norman Broad, na Thomas de la Rue, de Londres.
As cores da emissão de cada selo eram com o centro a preto e molduras com as cores que a imagem mostra. O primeiro selo a ser emitido foi de D.Afonso Henriques, de 4 centavos.
FONTE: http://www.primeirarepublica.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=435:1925-07-07&Itemid=17
O REFORÇO DE MEIOS FINANCEIROS E MATERIAIS PARA A QUALIDADE DE VIDA DE ARCOS DE VALDEVEZ E DO DISTRITO

Germano Amorim e Teófilo Carneiro reclamavam, quando eram deputados da 1ª República Portuguesa, o reforço de meios financeiros para a Junta das Obras do Porto de Viana do Castelo e das margens do Rio Lima, bem como pela inovação da agricultura em toda a região minhota.
A eles se devem muito essas obras, nomeadamente o financiamento para a restruturação do Porto de Viana, que era um porto de referência a partir da Idade Média, porque era na época dos Descobrimentos Marítimos Portugueses, o terceiro porto com maior afluência do país.
Outras obras de relevo e de grande envergadura do Dr. Germano Amorim foram também executadas quando exerceu as funções de Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, de Provedor da Santa Casa da Misericórdia e de Deputado à Constituinte. No exercício desses cargos, entre outras obras notáveis, notabilizou-se pela instalação, decorria o ano de 1925, da luz eléctrica em Arcos de Valdevez e da remodelação do Hospital de S. José.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Germano_Jos%C3%A9_de_Amorim
http://luisdantas.skyrock.com/2757909178-TEOFILO-CARNEIRO.html
COMBATE POLÍTICO E RENOVAÇÃO CULTURAL - A GREVE ACADÉMICA DE COIMBRA EM 1907
“Os lentes não são idolos ante os quaes os estudantes se curvem medrosos como os escravos antigos ou como os ignorantes… modernos. E se querem que sejam mumias, compete á mocidade protestar contra quem a obrigue a dobrar o joelho deante do que representa o passado em nome do presente e do futuro; em nome do progresso e da civilisação; em nome da Vida e da Humanidade. ”
Excerto de "O Combate", de 9 de Março de 1907, a propósito da Greve Académica da Universidade de Coimbra.
As universidades foram, ao longo da História, palco de movimentos de resistência organizada aos regimes políticos. Em Portugal são conhecidas algumas greves académicas, produtoras de forte impacto, como as de 1962 ou 1969. Este tipo de acontecimentos tem contudo registos históricos mais antigos.
Em 1907 o nosso país era governado por João Franco, conhecido por ser uma figura ditatorial. Vivia-se num clima politicamente tenso. Na Universidade de Coimbra, as agitações eram frequentes, ora a favor, ora contra o governo. Neste ano, a 1 de Março, apresentou “Conclusões Magnas” em provas de doutoramento, o licenciado José Eugénio Dias Ferreira. Contra o que seria de esperar foi reprovado. Este facto, tido como político e não académico, levou a uma greve geral dos estudantes, sendo apedrejados e insultados publicamente vários professores, nomeadamente membros do Júri, que tem mesmo de se esconder. Estes actos hostis provocam a reacção do governo. No dia seguinte, é ordenada a suspensão dos trabalhos escolares e consequente encerramento da universidade. Por seu lado, alguns professores republicanos, solidarizam-se com os estudantes, politizando o movimento. No dia 4, mais de trezentos estudantes, número considerável na época, viajam de comboio até Lisboa para procurar apoio. A 1 de Abril, o Conselho de Decanos da Universidade de Coimbra, expulsa sete estudantes, o que provoca a ira dos restantes. No dia 4 reabre a universidade, apenas para registar a greve geral dos estudantes. O conflito vai provocar mesmo reacção da oposição política, seja na imprensa, seja no Parlamento. Durante os meses de Março e Abril, o tema domina a Comunicação Social e a política nacional. A greve, reprimida com dureza pelas autoridades oficiais, mobiliza estudantes, mais tarde figuras públicas, como Trindade Coelho, Germano Amorim e Ramada Curto, e acaba por estender-se a outras universidades.
O jornal "O Combate", de 9 de Março de 1907 relata que … [A propósito da reprovação do Dr. José Eugénio Dias Ferreira] A academia portou-se altamente digna protestando contra essa reprovação, na qual vê mais um facto, além de tantos outros que há uns poucos d’annos se veem succedendo, demonstrativo do caracter inquesitorial… Não, José Eugenio Ferreira não foi reprovado por não saber. Foi reprovado por saber demais… por ter a ousadia de erguer bem alto o seu pensamento… O protesto dos academicos conseguirá iniciar um novo regimen? Estamos todos em expectactiva… Se houve uma iniquidade, como houve quanto ao nosso entender, que deu logar á revolta da academia é contra a iniquidade que o governo tem de voltar a sua força.
No mesmo jornal, de 6 de Abril de 1907, podemos ler que - "O governo leva por deante o espirito vingativo e auctoritario, mandando expulsar estudantes e apontar contra os que protestam as espingardas do exercito… Abre-se a Universidade e tenta-se obrigar os estudantes á pratica dum acto de rebaixamento, de indignidade, de covardia, já por incitamento aos paes desses estudantes avivando-lhe o mesquinho egoísmo interesseiro quanto a um anno perdido, já descendo á baixeza de insinuar – como foi insinuado no órgão franquista – que os lentes seriam benevolentes nos exames! Ao que se chega!!! [Mais abaixo vaticina que] … o conflicto academico será dentro de poucos dias, talvez dentro de poucas horas, uma questão nacional!"
Alguns excertos: http://arepublicano.blogspot.com/2007/04/pinto-quartin-e-greve-acadmica-de_06.html
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
POR QUE SOU REPUBLICANO
O Dr. Germano Amorim quando fazia aqui, nesta foto, parte do governo de Manuel Teixeira Gomes, que governou entre os governos de António José de Almeida e Bernardino Machado. José Domingues dos Santos era o Presidente do Conselho de Ministros do governo de Manuel Teixeira Gomes da Primeira República Portuguesa. José Domingues dos Santos pertenceu desde 1922, à Maçonaria e, como outros membros do seu governo, posteriormente manteve-se activo na oposição ao Estado Novo até ao início da década de 1950. Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, a União Patriótica e Democrática, a que presidia, juntamente com o Dr. Germano Amorim, desenvolveu infrutiferamente intensa actividade junto dos governos dos Aliados com vista ao derrube do governo de Oliveira Salazar.
SOU REPUBLICANO porque acredito que a história da Humanidade comporta um sentido e que esse sentido tem o alcance de um reforço de Cidadania: enquanto membros de uma horda primitiva, os seres humanos foram os joguetes submissos de chefes brutais; enquanto súbditos de monarquias absolutas, a esmagadora maioria dos seres humanos foi alvo de violências vassálicas e de sujeições servis e de gleba; enquanto súbditos de monarquias constitucionais, a maior parte dos seres humanos sofreu toda a casta de discriminações censitárias e foi vítima do vexame de ser olhada como parte plebeia por aristocratas arrogantes e, na maior parte dos casos, sem méritos comprovados;
SOU REPUBLICANO porque a razão me demonstra que só sob o regime republicano estará plenamente garantido o sufrágio universal, cujo caminho se iniciou entre nós através da propaganda democrática de homens de cultura e de acção como o nosso ilustre Germano Amorim, Teófilo Braga, João Chagas, Manuel de Arriaga, António José de Almeida, Afonso Costa, José Falcão e tantos mais;
SOU REPUBLICANO porque quero lutar por um sistema político e social em que predomine cada vez mais o critério de eleição - e não de nomeação - e em que TODOS os cargos políticos não possam ser vitalícios e hereditários, devendo antes ser temporários e amovíveis;
SOU REPUBLICANO porque o estudo da História de Portugal me ensinou que as grandes reivindicações patrióticas, desde o repúdio do Ultimato inglês de 1890 à entrada em guerra, no primeiro conflito mundial, ao lado de potências democráticas como a França e a Inglaterra, foram causas assumidas pelo património de valores do republicanismo, ao passo que uma boa parte dos monárquicos do tempo foram passivos;
SOU REPUBLICANO porque quero para os meus filhos e netos um ensino público laico, ou seja, neutral em matéria religiosa. Isto significa que os meus valores me impedem de transigir com uma qualquer “religião de Estado”. A monarquia, mesmo na sua forma constitucional, nunca abraçou este princípio na nossa experiência histórica passada. A exigência da laicidade é hoje maior do que nunca, dado que o fenómeno da globalização nos fará viver cada vez mais num mundo plural de crenças e de culturas contrastadas. O Estado não deverá, assim, privilegiar uma forma de religião em detrimento de todas as demais, pois isso significaria que esse Estado estaria a privilegiar uma parcela de Cidadãos em detrimento dos demais;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que instituiu um serviço público de registo civil, contemplando os momentos decisivos da vida humana: tornou obrigatórios os registos civis de baptismo, de casamento e de óbito. O que isto representou para o planeamento progressivo da Grei e para o reforço do princípio da solidariedade nacional foi (e é) verdadeiramente incalculável;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que conseguiu reduzir as taxas de analfabetismo para patamares aceitáveis, sendo certo que em 5 de Outubro de 1910 cerca de três quartos da população portuguesa não sabia ler, nem escrever, nem contar;
SOU REPUBLICANO porque foi a República que permitiu o casamento civil e estatuiu o recurso ao divórcio, sempre que os cônjuges entendessem que a relação conjugal se tinha depreciado e tornado inviável;
SOU REPUBLICANO porque prezo e defendo a Res Publica, entendendo por isto a Casa Comum dos portugueses, o domínio público, o património edificado e imaterial que o nosso Povo foi construindo ao longo de gerações; e porque acredito, portanto, que o serviço público é o mais meritório e abnegado dos serviços que o Cidadão pode prestar, desde o do médico que trabalha num hospital público ao do professor que ensina numa escola pública ou ao do pedreiro que serve com a sua força de trabalho as obras públicas. Servir a Res Publica, a Coisa Pública, a Casa Comum dos portugueses, é contribuir, portanto, para a mais nobre e inviolável das causas: a causa da Democracia;
SOU REPUBLICANO porque não acredito em castas privilegiadas e não aceito servir famílias “notáveis”; a única família notável que reconheço é a dos portugueses no seu todo;
SOU REPUBLICANO porque outros títulos de nobreza que não sejam os do trabalho, do mérito, da qualidade de serviço e da honrada labuta quotidiana são por mim encarados como as excrescências de um mundo velho, apenas destinados a adornar o tecido social com ridículas fatuidades ou com pequenas vaidades inconsequentes;
SOU REPUBLICANO porque quero ver um Cidadão mandatado pela maioria dos meus Concidadãos no exercício da suprema magistratura da Nação e porque quero reservar para o universo desses Concidadãos a revogação desse mandato, sempre que tal cargo não seja exercido de acordo com os superiores interesses da Pátria (que somos todos nós);
SOU REPUBLICANO porque acredito que a República é o regime que melhor garante o valor da Igualdade dos cidadãos perante a lei, o da Liberdade responsável e o da Solidariedade e mutualidade de serviços.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
DR.GERMANO AMORIM

A República acredita na meritocracia para todos, independentemente do sexo, crença, religião, origem ou qualquer outro factor que eventualmente possa ser potencialmente discriminatório.Essa é a grande lição de humanismo conciliatória com todos os cidadãos. Assim era o Dr. Germano Amorim.
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